Feche a especificação antes do preço
Comece registrando produto, formato final, quantidade, cores, papel, impressão, acabamento, prazo e entrega. Termos vagos como “folder colorido” escondem decisões que mudam o custo.
Se houver alternativas, crie cenários separados. Mudar papel, formato ou tiragem dentro da mesma conta dificulta entender por que o preço mudou.
Calcule consumo e perdas
Use o aproveitamento real para chegar à quantidade de folhas, chapas, metros ou unidades de material. Acrescente perdas por etapa, de acordo com o histórico do processo. Impressão e acabamento podem exigir acertos diferentes.
Registre a origem de cada quantidade. Isso permite revisar a proposta e repetir o trabalho sem reconstruir o raciocínio.
Inclua custos diretos e operacionais
Custos diretos incluem papel, tinta, chapa, impressão terceirizada, laminação, corte, dobra, encadernação, embalagem e frete. Também é preciso remunerar preparação, arte-final, operação de máquina e conferência.
Despesas operacionais — aluguel, energia, software, manutenção, impostos e administração — precisam ser absorvidas por um critério coerente. Ignorá-las não as elimina; apenas transfere o pagamento para a margem.
Margem não é o mesmo que acréscimo
Adicionar 30% sobre o custo não produz margem de 30% sobre a venda. Para obter uma margem desejada, use o custo total e divida pelo complemento da margem.
Se o custo é R$ 700 e a margem desejada é 30%, o preço-base é R$ 1.000. Impostos, comissões e condições financeiras devem entrar conforme a realidade do negócio.
Apresente uma proposta clara
O cliente precisa ver o que está incluído, quantidade, valor, prazo, validade, condições de pagamento e responsabilidades. Internamente, mantenha a memória detalhada de custos e premissas, sem expor necessariamente toda a composição comercial.
O cálculo pode seguir para um orçamento editável e, após a aprovação, virar ordem de serviço mantendo as especificações do trabalho.